CCG Mundo Tchê
Newark, New Jersey · Estados Unidos
Grupo Brasil Tchê e Mundo Tchê
Dos primeiros passos em New Jersey a uma comunidade sem fronteiras.
Em New Jersey, crianças aprendiam danças do Sul do Brasil. A cada passo, conheciam também um pouco da história que suas famílias traziam consigo. Foi com esse compromisso que nasceu o Grupo Brasil Tchê: aproximar as novas gerações de suas origens, mesmo crescendo longe da terra dos pais.
A dança era o começo. Ao redor dela, a música, o folclore e o trabalho comunitário foram reunindo uma grande família. Ensinar uma coreografia era também ensinar a escutar o outro, respeitar o grupo e reconhecer o valor da própria história.
Desde sua criação, o propósito estava nas palavras que orientavam o trabalho:
“Ensinar às crianças americanas sobre sua herança brasileira, promovendo nelas o senso de cidadania, orgulho e compromisso com a comunidade.”
Do passo aprendido aos palcos da América
O que se aprendia em grupo encontrou lugar nos palcos, nos museus, nas bibliotecas e nas festas comunitárias. O Brasil Tchê levava a cultura brasileira e gaúcha a diferentes cidades dos Estados Unidos, com crianças e jovens participando dessa caminhada.
Em 2007, esteve no YMCA International Day, em New Jersey; no Prêmio Machado de Assis, da Biblioteca Pública Brasileira de Nova York; e no Portuguese Festival Day, em Newark.
A trajetória daquele ano passou também pelo BrasilFest, em Seattle, pela III Convenção Nacional Gaúcha, em Los Angeles, pelo Brazilian Day, em Danbury, e pelo Statewide Cultural Festival, em Trenton, além de eventos beneficentes.
Em 2008, veio o reconhecimento: o 11º Brazilian International PRESS AWARD, na categoria Outstanding Dance Performance, pela contribuição à preservação da cultura brasileira e gaúcha entre crianças e jovens.
Havia um trabalho de formação acompanhando cada apresentação. Disciplina para aprender, responsabilidade para fazer parte de um conjunto, respeito pelas diferenças. A herança brasileira encontrava espaço na vida de quem crescia em solo americano.
Quando o encontro passou para a tela
Durante a pandemia da COVID-19, o grupo precisou encontrar outra maneira de estar junto. As redes sociais aproximaram antigos integrantes, familiares, artistas e amigos. A distância mudou a forma do encontro, mas a conversa continuou.
Aquela família virtual cresceu e alcançou pessoas em diferentes países. O grupo artístico deu lugar a uma comunidade internacional, dedicada à educação, à preservação do patrimônio cultural e à aproximação dos gaúchos que vivem fora de sua terra.
Foi nessa passagem que o Brasil Tchê adotou o nome Mundo Tchê. O nome acompanhava o caminho que a comunidade estava tomando: a cultura aprendida em New Jersey agora encontrava companhia para além das fronteiras.
Uma nova roda, com gente de muitos lugares
Após sua aposentadoria, Valéria Lessa reuniu novamente antigos integrantes e colaboradores. Era hora de abrir uma nova etapa daquela história.
Dessa iniciativa nasceu a Mateada Internacional, concebida com a ambição de reunir uma das maiores celebrações da cultura gaúcha fora do Brasil. O encontro dava continuidade ao trabalho de aproximar pessoas por meio da cultura que compartilhavam.
O Mundo Tchê tem como visão construir a maior rede internacional de gaúchos do mundo. É um projeto de aproximação entre CTGs, centros culturais, artistas, pesquisadores, museus, universidades, organizações comunitárias e famílias, em todos os continentes.
A história segue com as novas gerações
Das crianças aprendendo danças tradicionais em New Jersey ao grupo premiado; dos encontros pelas redes sociais à Mateada Internacional, o Brasil Tchê e o Mundo Tchê fazem parte de uma mesma caminhada.
Hoje, essa caminhada se volta à educação, à diplomacia cultural e à preservação da identidade gaúcha. Leva consigo o compromisso de quem começou ensinando às crianças um pouco do Brasil.
O passo que uma geração ensina pode acompanhar a seguinte por toda a vida. É nesse encontro entre quem guarda a memória e quem ainda está aprendendo que o Mundo Tchê continua sua história.